Polícia encontra assassino de Jair Vargas
O delegado Eliomar Beber, da Central de Investigação da Polícia Civil de Balneário Camburiú, prendeu ontem (7) o ex-vice prefeito de Itapema, Rogério Vieira, e Vanderson Silveira Mineghini, o Preto, de 33 anos, acusados pelo assassinato do empresário brusquense Jair Antonio Vargas (38). O crime ocorreu no dia 22 de abril deste ano.
Em entrevista exclusiva concedida ao Jornalismo da Rádio Cidade, o delegado Beber narrou na manhã de hoje (8) como a Polícia Civil conduziu as investigações desde que o corpo da Jair foi encontrado.
Desde o início a polícia suspeitava de latrocínio (roubo seguido de morte). Pelas características da cena do crime, com Jair sentado no banco do carona de seu próprio veículo e com a marca de um tiro a queima roupa na fronte esquerda, o delegado iniciou os trabalhos baseado no fato de que poderia ter ocorrido o que ele definiu como “fogo amigo”. Ou seja, quem atingiu Jair possivelmente teria sido uma pessoa conhecida e de confiança.
.Segundo as investigações, Jair saiu de Brusque por volta das 14 horas com a intenção de receber uma dívida que um cliente de Balneário Camboriú tinha com a empresa da qual era sócio. Como o valor parecia ser alto e Jair não tinha quem o acompanhasse, Preto foi convidado a acompanhá-lo.
Conforme imagens do sistema de monitoramento de um posto de combustíveis às margens da BR-101, a Dakota de Jair chegou em Balneário Camboriú às 15h07min do dia 22. De acor do com os laudos da necropsia, Jair deve ter siso assassinado entre 16h30min e 16h40min.,
Como de vez em quando Preto trabalhava como motorista e provavelmente como segurança para Jair, os policiais começaram a investigar o que eles teriam feito naquele dia No primeiro contato, os policiais ouviram de Preto a história de que ele teria ido a Florianópolis para encontrar uma namorada.
Em conversa com a tal “namorada”, os investigadores logo viram que havia algo de errado no álibi apresentado por Preto. A mulher disse aos policiais que o próprio Preto foi quem pediu que ela confirmasse que os dois estiveram juntos, por volta das 18h30min daquele dia 22 de abril.
Mentira! Preto não foi a Florianópolis. Ele estava em Balneário Camboriú.
O delegado Beber disse que as investigações descobriram que Jair costumava visitar a obra de um condomínio que a empresa dele estava erguendo na Barra Sul, margem esquerda do rio Camboriú, próximo ao local onde o corpo foi deixado. Para o delegado Beber, o “fogo amigo” de Preto foi disparado naquele local.
O envolvimento do ex-prefeito de Itapema, Rogério Vieira, está sendo investigado porque foram detectadas ligações telefônicas entre o celular dele e o de Preto, momentos após a morte de Jair. A polícia quer saber o porquê desses contatos.
Também estão em curso as investigações sobre o possível envolvimento de uma terceira pessoa, que conversou com Preto nos dias próximos ao assassinato.
As investigações continuam.
De concreto, conforme Beber, somente o fato de Preto - condenado por tráfico de drogas e que estava em regime aberto - ser o assassino de Jair.



